Em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, FAMBRAS promove quarta edição do curso “O Mundo Islâmico – Sociedade, Cultura e Estado”

Pelo quarto ano consecutivo, a FAMBRAS – Federação das Associações Muçulmanas do Brasil – e o Ministério das Relações Exteriores do Governo Federal promoverão, no Instituto Rio Branco, em Brasília, o curso “O Mundo Islâmico – Sociedade, Cultura e Estado”. Entre os dias 7 e 11 de novembro, das 14h às 19h, 13 renomados acadêmicos de universidades brasileiras e estrangeiras abordarão conteúdos relevantes e atuais sobre o islamismo em cinco módulos temáticos: Religião; História e Civilização; Filosofia, Ciência e Direito; Geopolítica e Segurança; Economia e Comércio.

Alunos do Instituto Rio Branco, servidores públicos, embaixadores e diplomatas terão a oportunidade de conhecer o islamismo em sua totalidade para que possam entender a importância política, econômica, religiosa e social dos muçulmanos no mundo e no Brasil. Também serão abordadas as questões atuais de grande impacto na agenda internacional envolvendo o Islam. “É uma ação que tem ajudado a FAMBRAS em uma busca especial: desconstruir a comunicação equivocada acerca do islamismo. Apenas o conhecimento é capaz de afugentar o preconceito”, diz o Vice-presidente da entidade – e também professor do curso – Ali Hussein El Zoghbi. “Alunos das outras edições relataram que, após o curso, conseguiram desmistificar conceitos ultrapassados e passaram a ver os muçulmanos e o Islam sob uma nova ótica, muito mais adequada”, salienta.

São professores do curso Ali Hussein El Zoghbi (FAMBRAS); o juiz federal Ali Mazloum (UNI LISBOA); Andrew Traumann (UNICURITIBA); Fernando Brancoli (UFRJ); Francirosy Barbosa (USP); Jamil Ibrahim Iskandar (UNIFESP); Mohamed Habib (UNICAMP); Michele Villadal  (FAMBRAS); Murilo Sebe Bon Meihy (UFRJ); Mustafa El Guindy(UNICAMP); Rosa Guerreiro (SORBONNE); Rubens Hannun (CCAB) e Shadia Husseini de Araújo (UNB).

No encerramento do curso, no dia 11 de novembro, um momento merece destaque. Os participantes conhecerão o jovem advogado paulistano Edgard Raoul Gomes Neto, que largou o conforto, uma carreira promissora – ou como diz, “tudo o que faz parte da vida de um pequeno burguês” – para juntar-se aos refugiados que sofrem e padecem na Europa e no Oriente Médio. Não foi apenas prestar assistência, mas sim, viver como eles vivem, comer o que comem, dormir onde dormem para literalmente sentir na pele o que é ser um “sub-humano”. O relato é mais que apropriado para promover reflexões sobre uma situação atual que vem impactando vários países do mundo.

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